Finalmente a Boa Vista choveu depois de cinco anos de seca. Trouxe muita alegria e satisfação, sobretudo para os agricultores e criadores, e embora não muito intensa, mas também provocou alguma tristeza nas camadas mais vulneravies.

As águas invadiram as barracas e outras habitações de várias famílias, que de repente ficaram ainda em condições mais vulneráveis. É uma situação muito complicada, mas que não é nova e nem é desconhecida das autoridades locais e nacionais.

Não há condições para sequer entrarem nas barracas e as famílias atingidas, com crianças pequenas, encontram-se á deriva, implorando pelo apoio da Câmara Municipal.

O Presidente da Câmara Municipal passou todo o dia em contactos com o governo, concretamente com o departamento governamental responsável pela área da família, e da agricultura, tendo este comprometido em fornecedor apoios para bombagem de àgua, nas proximas horas.

A Câmara Municipal está engajada no sentido de encontrar soluções para estes problemas, que assumem caracteristicas de uma EMERGÊNCIA NACIONAL, tanto para as famílias tanto para a própria cidade de Sal-Rei, que tem sido invadida pelas águas das chuvas, desde há muito tempo.

O governo prometeu ajudar. A Câmara Municipal da Boa Vista está solidária com a situação e está a fazer tudo que estiver ao seu alcance para acolher essas famílias, e aproveita para solicitar o engajamento das autoridades centrais, ONGs e setor privado, no sentido de colaborar neste processo, que a todos interpela solidariamente.

Com a pandemia, sendo uma questão de justiça e inclusão social, a Câmara Municipal da Boa Vista apela ao Governo no sentido de projetar um PROGRAMA DE EMERGÊNCIA HABITACIONAL PARA BOA VISTA, enquanto ilha mais fustigada pelos efeitos da pandemia e da exclusão social.

A Câmara Municipal apela a toda a população, particularmente às famílias afetadas a se manterem serenos, pois está a trabalhar para a reposição da normalidade com a brevidade que a situação requer.