Festas tradicionais

Festividades do Município e de Nha Santa Isabel

As actividades em honra a Festa do Município e da sua padroeira, Nha Santa Isabel tem início no mês de Junho, com uma grande mostra de actividades Social, Cultural e Desportiva do Concelho e terminam a 04 de Junho com a celebração da tradicional procissão e o almoço popular.

Relativamente ao Desporto são realizados competições e torneios de futebol, futsal, andebol, basquetebol, voleibol de praia, atletismo, ciclismo, salto em comprimento, jogos de ringue, tacada, cartas, uril, damas, natação, regate de botes e corridas de burro e cavalo.

Lançamentos de livros, conferências, workshops sobre as Artes e Morna, Feira Tradicional de Sal-Rei, Concerto 100% jovem, show musical, a tradicional “Noite da Guitarra”, com artistas locais, teatro e exposição fotográfica são actividades que enriqueceram o cardápio cultural.

As festividades do dia do Município movimentam em grande a pacata ilha da Boa Vista.

Da Diáspora e da cidade da Praia chegam sempre centenas de munícipes para unirem-se aos filhos da terra nestas celebrações.

Barracas com variedades de produtos, alimentícios, shows musicais, teatros, concursos tenda electrónica espelham-se pela cidade e aquecem à noite das festividades.

Praticamente durante um mês a ilha esteve “vive” com actividades espalhados por toda a cidade, sem esquecer o grande espectáculo do famoso baile conjunto.

Festas de São João Baptista

João Galego juntamente com as aldeias de Fundo das Figueiras e Cabeça dos Tarafes constituem a região da ilha, popularmente conhecida como Norte. Todos eles, pertencentes à freguesia de São João Batista.

A pacata, pequena e simpática aldeia de João Galego, é uma área com os seus cerca de 800 habitantes, onde a agricultura e a criação de gado constituem a principal fonte de rendimento das famílias.

As suas gentes são afáveis e acolhedoras.

Por ali, a posta na agricultura é bastante forte, servindo não só para o autoconsumo, mas também para abastecer um pouco a ilha. Pelo menos três vezes por semana deslocam-se a cidade de Sal-Rei, para comercializar os seus produtos no mercado municipal.

A produção do queijo de forma artesanal é também outra marca da localidade de João Galego.

Em Junho, a aldeia celebra as festas de São João Baptista, promovendo diversas actividades desportivas, culturais e recreativas. Essas celebrações são celebradas também nas aldeias vizinhas de Fundo das Figueiras e Cabeça dos Tarafes.

A pequena aldeia de João Galelo, outrora meia sem vida, ganhou novos contornos com a realização da Feira Agro-pecuária do Norte.

Sem nada para atrair os turistas e a população de outras localidades ao João Galego, nasce a ideia da realização desta feira, que acontece ao primeiro domingo de cada mês em parceria com a autarquia da ilha.

A Feira Agro-pecuária do Norte é uma montra genuína dos produtos fabricados nas aldeias de João Galego, Fundo de Figueira e Cabeça Tarrafe, gastronomia, agricultura e pecuária.

Produtos frescos e a bom preço, cestarias, chapéus de palha, bordados, artesanato feito em barro e argila, são expostos na rua direita de João Galego e tem atraído tanto os munícipes, como os turistas.

Paulatinamente a população vai adquirindo o hábito de deixar à cidade e ir ao encontro daquilo que melhor se produz na Boa Vista a um preço favorável.

Os guias turísticos também têm colocado esta feira nas suas rotas, dando assim mais-valia ao desenvolvimento do turismo nesta zona.

Os vendedores explicam que na aldeia tudo é mais barato, porque não há muita despesa com transporte.

De acordo com a presidente da associação dos agricultores do Norte, Gilda Mosso a pacata aldeia de João Galego tem todas as condições para potencializar o desenvolvimento do turismo na ilha da Boa Vista.

Na feira ainda é possível dar um passeio de burro e de cavalo.

Fundo das Figueiras

É um pequeno povoado situado no norte da Boa Vista, perto de Cabeça dos Tarafes.

O povoado é composto por algumas ruas com sombras oferecidas por arbustos de hibiscos e buganvílias.

As responsabilidades religiosas das festividades de São João Baptista ficam ao cargo da população dessa localidade, onde situa a igreja desse santo padroeiro do norte.

Além das actividades tais como uma missa vespertina, uma procissão, uma corrida de cavalo, um almoço popular, um desfile, um leilão paroquial, um baile.

Às 20 horas começa a rabecada no salão paroquial, animada sempre por um “rabeca vinda de outras ilhas”.

Durante o mês de Junho, antecedendo as festividades acontecem sempre os torneios de bisca, cartas e inter-povoações com a grande final no dia 23, véspera do dia do Santo Padroeiro.

Cabeça dos Tarafes

Cabeça dos Tarafes é uma aldeia de pequena dimensão, no norte da ilha da Boa Vista.

Em Junho, também a aldeia celebra as festas de São João Baptista, com uma missa na escola local, um almoço popular e um baile de coladeira.

Nesse povoado também a festa é rija e termina com São Joãozinho, que acontece todos os dias 25 de Junho.

As festividades iniciam logo cedo, com uma matança de capado para enriquecer o almoço popular.

Um bom arrasta pé ao sim da coladeira, nunca falta.

Festa de Reis

A festa de Reis é uma festa católica que celebra os Três Reis Magos. Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de Dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de Janeiro.

Trata-se de uma tradição originária de Espanha que ganhou força especialmente no século XIX e que mantém-se viva em alguns pontos do nosso arquipélago.

Na ilha da Boa Vista a festa é comemorado na pacata aldeia de João Galego, em que antigamente tinha uma celebração muito mais rija.

Tradicionalmente é festejada com uma procissão e logo de seguida a missa. Depois era as actividades de corrida de burros, de cavalos e á noite decorria o baile popular com uma rabecada, em que, no fim da festa, os tocadores acompanhavam todas as damas com tocatinas as suas casas.

Actualmente essa festividade tem caído em desuso.

Festa de Nossa Senhora de Piedade

Celebrada a 15 de Agosto, Nossa Senhora de Piedade é a Santa que empresta o nome à Igreja que fica a entrada da localidade de João Galego.

Na começarão desta Santa padroeira desse povoado, a festa é iniciada com uma procissão e missa por volta das 10 horas.

Ás 12 horas é oferecido um grande almoço popular, onde os famosos pratos típicos da ilha da Dunas faz jus a festa.

Pela tarde acontece algumas actividades culturais e lúdicas e a noite termina com um baile popular.

É de frisar que as semanas que antecedem o dia da festa ocorrem algumas actividades tais como, jogos de mesas e também torneios de futsal.

Essa festa é realizada por grupos de jovens locais.

Festa de Nossa Senhora da Paz

A festa de Nossa Senhora da Paz é realizada todos os anos na localidade da Bofareira no dia 3 de Agosto e foi festejada pela primeira vez em 2003.

A população local ansiava pelo festejo de uma santa na comunidade, numa convivência com pessoas que viessem de outras moradas a fim de saborearem a verdadeira tradição dessa gente, de coração grande e muita humildade.

Numa grande festa prepara pelas mulheres batalhadoras, todos os anos apresentam sabores de terra, como cachupa, guisados de capod, canja, arroz e feijoada.

A festa já atingiu um patamar desejável e há actividades que todos os anos fazem jus à casa.

Anualmente realizam-se actividades desportivas, e socioculturais que cativam a todos quantos marcam presença nas festividades.

A nível desportivo, a aldeia recebe uma grande dinâmica com os torneios de futsal sénior feminino e masculino, jogos de velhas glórias e taça de Nossa Senhora da Paz sénior feminino e masculino.

A praça local transforma-se num palco ideal e propícia para a ocasião, passam por ali danças, musica ao vivo, desfiles contemporâneas e tradicionais, e ainda campeonatos de bisca e uril.

Festa de S. Roque, Santo António e Nossa Senhora da Imaculada Conceição

As festas tradicionais festejadas em Povoação Velha são as seguintes:

S. Roque – Festejada a 8 de Maio.
Santo António – Festejada a 13 de Junho.
Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Festejada a 8 de Dezembro.

De acordo com o Escritor António Germano Lima, no seu livro Boa Vista, Ilha da Morna e do landú a implementação da festa de S. Roque em Povoação Velha é explicada de uma lenda popular que diz, que dos destroços do naufrágio de um barco de nacionalidade francesa, ocorrido no Porto de Farrapa na Zona de Varandinha, saiu na “Praia de Meio” também nesta mesma zona, uma imagem de Santo sem quaisquer danificações.

Esse Santo foi imediatamente acolhido pelos habitantes e transportado para Povoação Velha, passando a partir daí a ser considerado como o Patrono desta Povoação que foi elevada a partir de então à sede da Freguesia de São Roque.

Considerado por todos de um milagre, a Praia de Maio passou a denominar-se, até hoje, de Porto de S. Roque.

A história deste Santo não acaba por aí. Conta uma lenda popular que após a construção da Igreja Matriz de S. Roque no Rabil, a imagem do Santo foi transferido para a referida igreja. Este facto desagradou ao Nha San Roque. Cheio de raiva, a imagem do Santo foge para Povoação Velha, recolhendo á sua humilde capela. Descoberta, ela é novamente conduzida à igreja matriz do Rabil. Resolve fugir outra vez, mas esconde-se atrás de uma pedra grande denominada de “pidrona”, a uns 500 metros da sua querida Povoação Velha. Devido a denúncia feita por um cão, a imagem é novamente encontrada e transferida de novo para o Rabil. O Santo acabou por ficar desgostoso por as pessoas de Povoação Velha não o terem protegido e nunca mais fugiu da igreja matriz do Rabil, onde até hoje se encontra. Arrependidas, as pessoas de Povoação Velha passaram a partir daí a chamar a pedra onde San Roque por duas vezes se escondera de Pedra de San Roque, constituindo-se, por isso, um lugar de veneração por ocasião da celebração da missa do dia de S. Roque na Povoação Velha, a 8 de Maio de cada ano.

Antigamente e após a missa na actual capela de Nossa Senhora, as pessoas, em procissão, iam até à Pédra de San Roque, conduzindo a imagem do Santo aos ombros, passando pelas principais ruas e regressando á referida capela. Esta tradição caiu em desuso.

Nessa festa há cinco grandes momentos: o da missa, o da procissão, o do convívio familiar, o dos festejos de rua e o do baile.

Santo António

De acordo com o escritor António Germano Lima, no seu livro Boa Vista, Ilha da Morna e do landú a implementação da festa de Santo António foi a partir do século XIX em que a construção da capela situada em campo aberto, rodeia-se da seguinte lenda e que poderá explicar a origem desta festa na ilha: Um indivíduo bastardo da vila de Sal Rei mandou transportar para o interior da ilha em burros mantimentos e outras cargas, de entre elas uma imagem de Santo António.
A partir de uma determinada altura, o burro que carregava o Santo recusou-se a avançar, parando estaticamente sobre um cabeço, localizado a leste do monte que hoje se denomina Rocha de Santo António. Fizeram tudo para que ele continuasse a marcha, mas o burro não arredava o pé dali. Alguém se lembrou de retirar o Santo do Ceilão e no acto contínuo o burro, muito alegre, recomeçou a marcha.

Considerado um milagre, o indivíduo bastardo mandou construir no mesmo sítio uma copiosa capela, em louvor a Santo António. A partir daí, o sítio passou a ser lugar de veneração ao Santo e, por isso, de festa.

Antigamente a festa de Santo António era uma das festas tradicionais mais concorridas da ilha, pois em torno da sua capela concentrava-se caravanas e mais caravanas de pessoas, vindas de todas as povoações, principalmente de Povoação Velha, Rabil e Estância de Baixo.
Para além da missa e procissão, Santo António era festejado com tambores, e “koladeras”, corridas de cavalo e de burros e bailes.
Depois toda a gente ia terminar a festa em Povoação Velha com comida á vontade, depois das chegadas dos corredores de cavalos e burros nos seus lindos animais, fazendo acrobacias e mil maravilhas sobre suas montadas, prévias e especialmente treinadas para o efeito.

De acordo com o Escritor António Germano Lima, no seu livro Boa Vista, Ilha da Morna e do landú Nossa Senhora da Imaculada Conceição é a padroeira da Povoação Velha em honra à mãe de Deus e foi construída uma capela em 1828. Depois da Santa Isabel, era a festa que mais forasteiros chamavam, principalmente do Rabil e Estância de baixo, como também das povoações do Norte, da Vila, do Curral Velho e da Baforeira.
Para o dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição ou simplesmente Nossa Senhora reservava-se o melhor vestuário, o melhor “capóde”, porco ou galinha, e ainda a colcha de luxo, para ser exibida nas janelas, enquanto passasse a procissão. O baile tinha que ser de rebeca, acompanhada por instrumentos tradicionais de corda, tais como o violão, a viola e o cavaquinho.
Nessa festa também há cinco grandes momentos: o da missa, o da procissão, o do convívio familiar, o dos festejos de rua e o do baile.

Festa tradicional Cruz D’ Nhô Lôl

As festividades de Cruz de Nhô Lôl têm sido uma das manifestações culturais, da ilha da Boa Vista, realizadas na localidade de Estancia de Baixo que atrai pessoas de todos os recantos da ilha, e na sua evolução vem trazendo novas dinâmicas para a sociedade boavistense, nomeadamente actividades recreativas e culturais (Torneios de futsal, jogos de bisca, uril, tocatinas de tambor e coladeiras, palestras, sessões de informação, música ao vivo, teatro etc.), proporcionando aos munícipes momentos de confraternização e entretenimento.

O local onde hoje se festeja as actividades de Cruz D’Nhô Lôl, situada na zona do Deserto de Viana, antigamente, nos anos de Mil oitocentos e qualquer coisa, era um lugar onde se fazia a pratica de agricultura, e essas propriedades pertenciam na sua maioria a um grupo de mulheres( ti Djodja lop,Ti Zola,Ti Gusta, Ti naneb, Ti Palinha, ti Karol….etc) donas de casa que viviam da pratica de agricultura e criação de gados, que vão estar ligadas ao surgimento das festividades de Cruz D´Nhô Lôl.

Segundo informações recolhidas junto dos mais velhos, esses terrenos eram férteis e que todo ano se fazia uma boa colheita, por tanto, como havia muita abundância de alimentos na altura de colheita, essas mulheres resolveram fazer todos os anos, um convívio, denominado de «comida d’Onje».

Nesse convívio juntava-se toda a população de Estância de Baixo e também de outras localidades, num grande banquete … depois do sucesso do primeiro ano vieram juntar a essas mulheres dois grandes criadores de gado da época, Manuel Santos Alves mais conhecido por Manelbana e Feliciano Ramos mais conhecido por Ti Chon que comprometeram em oferecer carne de capado todos os anos, e as mulheres proprietárias das propriedades agrícolas ofereciam uma parte da colheita para o referido convívio denominado de «comida D’onje», mais tarde a coisa foi ficando mais seria, começaram a fazer outras actividades nesse dia para alem do almoço convívio; tais como: corridas cavalo e de burros, guerra de bode, tocatina de tambor etc.. que ate hoje continuam a ser realizados.
A partir dali então resolveram dar um outro nome a festa, colocando assim uma cruz no centro da propriedade da Srª Carolina Carvalho mais conhecida por Ti Karol, que era a maior propriedade daquela zona e que também mais contribuía para a festa.

Entretanto em homenagem a Srª Ti Karol (Carolina Benholiel) deram a referida festa o nome de Cruzinha Lôl.

Por tanto, o que começara inicialmente como um convívio, viria mais tarde, a se tornar numa grande festa com cariz tradicional.

Mas passado algum tempo, algumas dessas pessoas faleceram então a festa teve uma grande pausa, e só veio a ser retomada pela geração de meados de mil, novecentos, pelo um grupo de jovens liderado por, António Ventura Ramos pinto, mais conhecido por António d’ Djinha, que queriam criar uma festa com cariz tradicional, na localidade de Estância de Baixo que é celebrado a 28 de Maio.

Hoje em dia a festa tem como promotores a Câmara Municipal e o Club Desportivo de E.B.

Festas Religiosas do Rabil

Festa de Santa Cruz & Pedrona

– 03 e 04 de Maio
As actividades de Santa Cruz iniciam sempre com uma semana de antecedência, ao ritmo de programas desportivos e culturais de várias ordens.

Dia 02: Içar da Bandeira com coladeira e tambor no largo da Igreja do Rabil e na Cruz de Monquito, Jantar Popular (Canja, Guizode d´Capod e Cathupa k´botchada), seguido de noite cultural com música ao vivo, desfile de moda e dança na praça de Boaventura.

Dia 03: Missa e Procissão de Santa Cruz seguido de almoço Popular, tarde cultural na rua de diante, cabeçada com corrida de burro, corrida de saco e matança de galo e Cutchi Midje, noite cultural com música ao vivo participação de músicos locais, e um grande Baile Popular no polivalente Libera.

Ao terminar as celebrações de Santa Cruz, começa logo no dia, 04, as festas de Pedrona com uma grande alvorada de tambor e buzina pelas ruas do Rabil.

À tarde a população concentra-se na praça 04 de Maio, ao som da coladeira e tambor, seguidamente do desfile de Navizinho pelas artérias da localidade e o boi apanham as pessoas que de seguida fazem a sua oferta.
No final é oferecido um jantar popular as pessoas que participaram na festa.

Festa de S. Roque, Padroeiro do Rabil
A 16 de Agosto, os moradores do Rabil celebra-se o dia de S. Roque, Santo padroeiro dessa localidade.

Nesta festa é também organizada algumas actividades desportivas e culturais nomeadamente torneio de futebol inter zonas do Rabil (Boaventura, M. Morada, Rua d´Caboco e Riba Rotcha).

O ponto alto das festividades é marcado pela missa e uma procissão em honra a S. Roque. A noite é para muita dança com músicas ao vivo, na praça da Igreja de S. Roque.