Dia Nacional da Cultura com celebrações rijas na Boa Vista

Cultura

Dia Nacional da Cultura com celebrações rijas na Boa Vista

As comemorações do Dia Nacional da Cultura na Boa Vista vão privilegiar este ano, a ligação entre as economias criativas e o turismo e entre a cultura e o desenvolvimento local, disse o director do Turismo e Cultura da Câmara.

Gilson Barros confirmou que as actividades de 18 de Outubro, este ano decorrem de 16 a 19, sendo intenção da edilidade alargá-las com a realização de uma conferência ligada às economias criativas e o turismo e uma outra sobre a cultura, o turismo e o desenvolvimento local, no primeiro dia.

No dia 17, terá lugar uma feira de artesanato, que tem vindo a ser realizada na última sexta-feira de cada mês na cidade de Sal-Rei, e a proposta é enriquecê-la com a apresentação de música tradicional e ao vivo e da capoeira que se faz na ilha.

O Dia Nacional da Cultura vai ser ainda marcado pela realização de um ‘workshop’ sobre a profissionalização dos artistas, disse esse director, ao explicar que o objectivo é falar sobre a vida e o trabalho dos músicos, bem como reflectir sobre o projecto de candidatura da morna a património imaterial da humanidade.

“Sempre é bom debater sobre esse tema para saber o que isso irá representar, caso venhamos a ter esse estatuto, como eu espero”, explicou Gilson Barros, que destacou também o desfile de moda programado para o mesmo dia em parceria com uma artesã local, que vai mostrar trabalhos da sua autoria.

Para o dia 19, o director do Turismo e Cultura da Câmara Municipal na Boa Vista anunciou a realização de concertos musicais com duetos de guitarra e de vozes no Quintal da Música Pedro Magala.

Questionado sobre as maiores reivindicações dos artistas boa-vistenses, com realce para os músicos, informou que, durante um encontro realizado a 03 de Outubro com os agentes culturais da ilha, ficou claro que as maiores necessidades são de foro pessoal.

“Reivindicaram, em primeiro lugar, a necessidade de ter uma agenda municipal ligada ao turismo, uma preocupação também da Câmara, cuja visão é ter uma agenda trabalhada de forma participativa entre os agentes e a autarquia”, realçou.

Da sua parte, Gilson Barros garantiu o firme engajamento camarário em ter, durante todo o ano, uma agenda dinâmica que integre actividades organizadas pelos próprios agentes culturais, pese embora não se tenha conseguido, ainda, obter um ‘feed back’ dos mesmos nesse sentido.

Com base na disponibilidade manifestada aquando da reunião pelos agentes culturais, está esperançado que vai ser possível montar essa agenda cultural, que vai ter em conta o turismo para que a cultura seja um valor acrescentado para o sector.

“Será uma forma de promover o que se irá fazer em termos culturais na ilha e conseguir também negociar essas actividades com os agentes turísticos para poder envolver os turistas nas nossas actividades, o que, até agora, tem sido um pouco fraco”, afiançou.

No entender de Gilson Barros, a ambição da Câmara Municipal da Boa Vista é fazer uma aposta muito forte num turismo mais integrado e que beneficie mais a população local.

PROGRAMAÇÃO